quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Uma análise diferenciada do debate

Um debate político na TV mostra muita coisa. Propostas, discussões, programas de governo. Mas mostra também um perfil mais aprofundado de cada candidato. Muito além das propostas, que podem ser vistas nos vídeos abaixo, o debate de ontem na TV Globo mostrou que a postura dos postulantes ao Governo de Minas frente à eleição que bate à porta. Uma pequena análise, simples, mas que diz muita coisa.
A análise, inovadora talvez, é sobre algo que não foi discutido, nem sorteado pela jornalista Isabela Scalabrini. Proponho uma análise sobre o “humanismo” de cada candidato.
Hélio é um comunicador nato, jornalista, sabe sair bem diante das câmeras, assim como seu adversário, professor, experiente na arte da comunicação em público. O que diferencia é algo que chamarei de “humanismo” frente à TV. “Humanismo” da constatação de que Hélio Costa, ainda bem, de fato parecer um candidato humano frente à TV.
O adversário tucano também impressiona, mas destaca-se pela sua postura robótica, decorada, e por vezes até assemelha-se a um ventriloco. Quando não se assemelha a um boneco, falando tudo o que é passado e repetindo exaustivamente dados e números enganosos, se assemelha a um robô que passa justamente uma mensagem aos eleitores: se for eleito será essa a minha aproximação com o povo. Os sorrisos dados mediante a citação do seu nome, a postura ereta e imutável, a fala de assuntos sérios como se estivesse falando sobre algo descomplicado (e política nunca se descomplica!) refletem o que o candidato é, e não faz esforço para não deixar de ser: um gestor que pensa apenas no Governo, nos números, no desempenho para a opinião pública e não se aproxima do social, do povo e nem parece querer fazer.
Hélio Costa, além do bom desempenho nas discussões das idéias, parece conversar, parece mais humano querendo fazer-se entender pela própria pessoa que é, e não com dados e discursos prontos. Com uma malemolência que, longe de ser algo populista, de pura enganação ao povo, Hélio mostra quem é, de fato, a única pessoa de verdade que quer governar Minas. Dirão os mais analíticos que Hélio se exaltou no debate. E eu vos digo: graças a Deus! O debate precisa de um nível certo de exaltação, e confesso que desconfio que até um monge budista se exaltaria diante da possibilidade de o PSDB governar Minas Gerais por mais quatro anos.
Hélio se exalta, e se precisar briga e esperneia porque quer, e quer muito, salvar Minas Gerais. Eu vou ajudá-lo

JUVENTUDE POR MINAS

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Duelo na Web: situação em Minas não é motivo de risada

O lado de lá bem que tentou criar uma Minas Gerais ilusória. Mas a juventude real, que vive o cotidiano de Minas Gerais, se impôs no debate com muita politização. Representados por Wallison Brandão, do PT, e Willy Dieguez, do PMDB, a juventude que apoia Hélio e Patrus levantou com afinco os problemas da educação, saúde, políticas públicas, justiça e dos investimentos em nosso estado.
Duelo na Web começou com uma polêmica intransigência da turma do PSDB. As cerca de 60 pessoas que adentraram o auditório não preencheram nem metade dos lugares. Ao mesmo tempo, mais de 30 jovens foram impedidos de entrar, sob alegação de que uma cláusula do acordo do debate determinava que somente poderiam estar presentes no plenário estudantes da Faculdade de Direito da UFMG e mais um número limitado de apoiadores das coligações previamente indicados.
Até mesmo estudantes de outras unidades da UFMG foram barrados. O bom senso pedido pela coligação Todos Juntos por Minas não prevaleceu e os tucaninhos demonstraram que a falta de apreço pela democracia é praticada por eles desde cedo. Em resumo: a proposta do debate, que era pautada na democratização da audiência e no uso do ambiente virtual para que mais pessoas pudessem acompanhar, acabou manchada por uma regra que selecionou o público presente.
O debate começou com 40 minutos de atraso por conta da confusão. Gabriel Palhares, o representante do PSDB, tentou a todo momento desrespeitar com piadinhas infames a juventude que apoia Hélio Costa. Não conseguiu: a situação de Minas Gerais não é digna de piadas e risadas. É digna sim de preocupação e compromisso social.
Wallison e Willy confrontaram dois projetos distintos: o representado por Lula, Dilma, Hélio e Patrus contra o que defende Anastasia e Serra. Lembraram que novas universidades federais foram criadas em Minas Gerais enquanto o Governo Estadual não investe na UEMG e na Unimontes. Chamaram atenção para a ausência de programas sociais em nosso estado e compararam com as iniciativas do presidente Lula. E questionaram porque o PSDB mineiro faz tanto esforço para esconder o Serra.
Ressaltaram também que o descaso contra a educação é mais uma vez simbolizado com obaixo salário que Anastasia paga aos professores, menor inclusive do que está sendo pago a cabos eleitorais profissionalizados. Wallison chamou atenção para o fato de que os adversários mudam de discursos conforme a conveniência: assim, o DEM e alguns parlamentares do PSDB que chegaram a entrar com ação de inconstitucionalidade contra o ProUni, de repente passaram a ter uma opinião “reciclada”.
No que diz respeito à saúde, Gabriel tentou fazer crer que os investimentos são fantásticos, mas Wallison alertou que a maioria dos hospitais regionais, que deveriam ser responsabilidade do estado, sobrevivem graças aos recursos dos municípios. O Centro Acadêmico Afonso Pena (CAAP), mediador do debate, questionou as duas juventudes sobre propostas para o âmbito judiciário. O quadro de maravilhas foi pintado mais uma vez por Gabriel e demontado por Willy, que lembrou as greves dos defensores públicos de Minas Gerais deflagradas em 2004 e no final do ano passado.
Wallison e Willy lembraram ainda o caráter de Hélio Costa que esteve com o Governo Lula desde o primeiro dia de Governo. Entrou em todas a principais disputas, defendendo o ProUni, a CPMF, o fortalecimento da Petrobrás, os programas sociais e diversas outros projetos que receberam a oposição do DEM e do PSDB. Mesmo durante os momentos mais difíceis, quando muitos não hesitaram em abandonar Lula, ele sempre confirmou seu apoio, provando ser um aliado comprometido e não fisiológico.
Gabriel ainda tentou fazer uma crítica sobre os Correios, que logo caiu no vazio. Afinal, quem é o PSDB pra falar de empresa estatal? Quem é o PSDB pra falar de Petrobrás, Eletrobrás, EBC, Correios, etc? É esse mesmo PSDB que desarticulou todas as estatais e agora tem inveja porque vê a Petrobrás, a Eletrobrás, a EBC e os Correios fortalecidos, prestando serviços de forma eficiente. É esse mesmo PSDB que, em Minas Gerais, usa a estatal Cemig para onerar a população, cobrando a conta de luz mais alta do país e incidindo sobre ela o ICMS mais absurdo do país.

PROUNI do Médico: uma proposta para a educação e a saúde

A ideia surpreende pela sua abrangência: abarca a educação e a saúde. Promove inclusão social e estimula a necessária interiorização dos médicos pelo estado. É o “PROUNI do médico”, proposta de Hélio Costa e Patrus Ananias.
Funciona assim: da mesma forma como o ProUni, o Governo Estadual concederia algumas bolsas para estudantes carentes ingressarem na universidade para cursar medicina. Mas estes estudantes deverão assumir o compromisso de, após formarem-se, trabalharem algum tempo em uma cidade interior de Minas Gerais.
São ideias assim, pautadas na questão social, que podem fazer Minas Gerais avançar. Não nos esqueçamos que grande parte dos deputados do PSDB foram contra o PROUNI. O DEM foi mais além e protocolou uma ação de inconstitucionalidade contra o PROUNI. Se dependesse desses partidos, o PROUNI não existiria como política que permite jovens carentes chegar à universidade.
Se os tucanos combatem as políticas sociais e educacionais, também não dão atenção à saúde. Em Minas Gerais, por exemplo, o Governo Estadual não investe diretamente os 12% que a Emenda 29 determina para a saúde. Dizem que o fazem de forma indireta, através do investimento em saneamento. Mas enquanto não investem o quadro é caótico: faltam médicos no interior e os hospitais regionais que deveriam ser responsabilidade do Estado são mantidos majoritariamente por municípios.
Mudar toda essa realidade é uma opção. É o Governador que definem as prioridades. Para Hélio Costa e Patrus Ananias, investir em saúde e educação é muito mais importante do que construir centros administrativos farônicos. O “PROUNI do Médico” vem nessa linha.
FONTE:Juventude Por Minas

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

#DUELONAWEB




A campanha chega às duas semanas finais. É hora de debater, de comparar, de ter as melhores oportunidades de fazer uma escolha boa, que vai perdurar por, no mínimo, quatro anos.
Além dos debates promovidos pelas redes de televisão, rádios e jornais, apresentamos mais uma alternativa de debate para ver, ouvir e decidir. É o “Duelo na Web”, debate entre as juventudes: a que apoia Hélio Costa e a que apoia o outro candidato.
Você tem duas opções para acompanhar. A primeira é comparecer no próximo dia 23, quinta-feira, às 19h no Auditório da Faculdade de Direito da UFMG, na Avenida João Pinheiro, 100, em Belo Horizonte. Caso você more no interior ou não possa comparecer por qualquer motivo, é só acessar www.juventudeporminas.com.br e acompanhar, ao vivo, o debate.
É hora de decidir!

ELEIÇÕES 3 DE OUTUBRO

VOTE 15190


(imprima e leve com você no dia da votação. Não esqueça do documento de identidade com foto)



domingo, 19 de setembro de 2010



CHAPA DA VITÓRIA:

DEPUTADO ESTADUAL-CABO JÚLIO 15190


DEPUTADO FEDERAL-CABO COELHO 7010


SENADOR-PIMENTEL 133


SENADOR-ITAMAR FRANCO 234


GOVERNADOR-HÉLIO COSTA 15

PRESIDENTE-MARINA SILVA 43

Pesquisa mostra que 82,3% dos jovens de BH têm pouco ou nenhum interesse na política

O interesse da juventude de Belo Horizonte por política é pequeno: 82,3% declaram pouco ou nenhum. O dado faz parte da pesquisa “Juventude, participação e voto”, realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG/Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômica (Ipespe), em parceria com a Associação Democracia Ativa. A estudante de fisioterapia Renata Pimentel de Oliveira, de 23 anos, resume o sentimento em relação à política: “Nunca gostei. Eles chegam ao poder querendo ser honestos e, depois, tudo muda. Mesmo assim, política é importante”. Com Renata faz coro Marcos Cotta, 20, estudante de engenharia civil: “Não sou muito ligado em política, mas acho necessário saber quem escolher na hora de votar”.

Tal é a natureza do paradoxo. “Apesar do desinteresse em política, os jovens a consideram importante”, avalia a cientista política e professora da Universidade Federal de Minas Gerais Helcimara Telles, coordenadora do levantamento. O que ocorre é que ao mesmo tempo que 65,4% percebem o voto como um instrumento para influenciar o futuro governo eleito, os jovens são críticos em relação ao processo eleitoral e à representação política. Mais da metade sustenta que a maioria das pessoas que conhece aceita votar em um candidato em troca de alguma vantagem pessoal. Nesse sentido, apenas 35,8% concordam com a afirmação de que as eleições no Brasil são feitas de maneira limpa, sem fraudes, e têm resultados confiáveis.

Confira infográfico com os dados da pesquisa

A pesquisa foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Os dados foram extraídos do levantamento de campo, que fez 500 entrevistas com jovens de Belo Horizonte de 18 a 24 anos, entre 11 e 14 deste mês. A margem de erro do levantamento é de 4,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%.

Compra de votos

Na avaliação de Michele Caroline Silva, de 21, estudante de direito, o desinteresse do jovem em relação à política é consequência, em primeiro lugar, da forma como os candidatos chegam ao poder. “Compra de votos impede que o processo eleitoral seja limpo”, afirma. Concorda com Michele a estudante de enfermagem Thaís Moura Radael, de 22, para quem a operação das urnas é limpa e segura, mas a conquista do eleitor não. “Todos sabemos que há compra de votos, o que constitui fraude. Não concordo com isso, mas tampouco condeno quem está precisando e faz a troca. Todos querem ganhar algo”, avalia Thaís.

Além da relação dos candidatos com o eleitorado, os jovens criticam os interesses envolvidos na representação. Para 59,4% o poder e a influência que se obtêm por meio do cargo é o que de fato justifica o interesse por cargos eletivos. Na contramão dessa percepção está aquilo que a juventude espera da representação: 52,4% acham que o político eleito deve ter a possibilidade de interferir para resolver os problemas do país, e outros 32,8% consideram que os eleitos devem ter a possibilidade de defender os interesses de sua cidade ou estado.

Confiança

Nesse hiato entre expectativa da representação e percepção de como ela de fato se dá, surge a baixa credibilidade nas instituições. Tércia Fernandes, de 21, estudante de administração, explica por que não confia nos legislativos e nos governos. “Acho que não confio não. Justamente pela corrupção. Deveria confiar nas instituições, mas não confio”, sustenta. No geral, é mesmo baixa a confiança que jovens belo-horizontinos depositam nas instituições.

Numa escala crescente de confiança de 0 a 10 pontos, em que 10 é a confiança máxima e 0 a menor confiança, a menor nota é obtida pelos partidos políticos: 3,71. Os legislativos também pontuam baixo. A confiança no Congresso, na Assembleia e na Câmara Municipal conquista médias, nessa ordem, de 4,28, 4,37 e 4,49. Enquanto a imprensa recebe nota 4,9, a televisão alcança 5, 26. A maior confiança é depositada nas igrejas (6,67) e nas organizações não governamentais (6,43).

O envolvimento dos jovens belo-horizontinos em associações de qualquer natureza também é baixo. Nada mais do que 42,4% nunca participaram de alguma delas. Entre os jovens engajados, os partidos políticos despertam o menor interesse: apenas 1,4% a eles se vinculam. No extremo oposto estão as associações religiosas, categoria mais citada, com a qual 8,2% da juventude da capital mineira registra envolvimento. “Eles participaram duas vezes mais no passado do que o fazem hoje”, afirma Helcimara Telles.

FONTE:ESTADO DE MINAS

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

CHAPA DA VITÓRIA

Faltam apenas 16 dias para a VITÒRIA.


DEPUTADO ESTADUAL-CABO JÚLIO 15190

DEPUTADO FEDERAL-CABO COELHO 7010

SENADOR-PIMENTEL 133

SENADOR-ITAMAR 234

GOVERNADOR- HÉLIO COSTA 15

PRESIDENTE-MARINA 43

Hélio Costa tem 38,91% contra 35,81% de seu rival Antonio Anastasia

Pesquisa DataTempo/CP2, realizada entre os dias 11 e 13 de setembro, aponta para uma disputa acirrada pelo governo de Minas. O candidato do PMDB, Hélio Costa, tem 38,90% das intenções de voto contra 35,81% do seu adversário tucano, o governador Antonio Anastasia. Considerando a margem de erro de 2,16 pontos percentuais para mais ou para menos, há um empate técnico. Na sua pior situação, Hélio Costa tem 36,74% das intenções de voto. E na sua melhor situação, Antonio Anastasia aparece com 37,97% da preferência do eleitorado.

O número de indecisos, pessoas que não sabem em quem votar ou não respondem, é de 18,73%. Nenhum dos outros concorrentes ao governo do Estado alcançou 1% das intenções de voto. Entre eles, a candidata do PSTU, Vanessa Portugal, é quem consegue a melhor pontuação - O,58% das intenções de voto.
Na comparação com a última pesquisa DataTempo/CP2, divulgada em 11 de setembro, Hélio Costa passa de 40,53% das intenções de voto para 38,90%. Já Anastasia sai de 35,26% para 35,81% da preferência do eleitorado.
Confronto de chapas. Quando são apresentadas aos entrevistados as chapas completas (nomes dos candidatos a governador e vice), Hélio Costa e Patrus Ananias (PT) conseguem uma vantagem em relação a Anastasia e Alberto Pinto Coelho (PP) superior à margem de erro. A primeira dupla tem 40,54% das intenções de voto, e a segunda tem 36,82%.

A pesquisa também simulou um segundo turno entre o peemedebista e o tucano. Nessa situação, Hélio vence Anastasia com 42,42% das intenções de voto contra 37,98%.

A disputa fica mais acirrada ainda quando se considera a possibilidade de voto. Perguntados sobre qual a possibilidade de voto em Anastasia, 30,28% dizem que é grande, 20,91% afirmam que é razoável. Somente 20,86% respondem que não há nenhuma possibilidade. Quando a pergunta é sobre a possibilidade de voto em Hélio Costa, 29,42% dizem que é grande, 26,52% afirmam que é razoável. Para 23,13%, não há nenhuma possibilidade de voto.

Dados
DataTempo/CP2. Foram realizadas 2.062 entrevistas em todo o Estado, entre 11 e 13 de setembro. A margem de erro é de 2,16 pontos percentuais. O registro na Justiça Eleitoral tem número 70.795/2010.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

NOTA SOBRE O DEBATE ENTRE AS JUVENTUDES PARTIDÁRIAS

A respeito do Debate organizado Pelo Diretório Acadêmico Orozimbo Nonato, da Faculdade de Direito, da Milton Campos, gostaríamos de agradecer o convite, e aproveitar o espaço para parabenizar a iniciativa do DA, através de seu presidente Lucas Alcici. Queremos informar a todos os interessados que a Juventude do PMDB de Belo Horizonte não poderá estar presente, pois cumprirá agenda com o candidato ao Governo da Coligação “TODOS JUNTOS POR MINAS” – PMDB – PT – PcdoB - PRB, Hélio Costa. Temos a certeza que o evento irá proporcionar uma clara visão das eleições 2010 para todos os presentes, apresentando as propostas de cada candidato e coligação para os mais diversos setores da sociedade.

 Como houve a confirmação por Twitter e contato telefônico, queremos nos desculpar pela ausência. Também, como já foi acordado, deixamos nosso convite para o confronto democrático de ideias, denominado “Duelo na Web”.

Desde já agradecemos o convite, e nos colocamos à disposição para o debate em qualquer outra data previamente agendada.

Bruno Júlio

Presidente da JPMDB-BH